domingo, 3 de novembro de 2013

HISTÓRIA DO LÁPIS





Na antiguidade clássica, tanto gregos quanto romanos já utilizavam instrumentos parecidos com o lápis: eram barrinhas redondas de chumbo que serviam para traçar linhas, desenhar e escrever. No século XII surgiu um lápis feito com a mistura de estanho e chumbo, conhecido como "lápis de prata" e depois foi muito usado por artistas como Albert Dürer, Jan Van Eyck e Leonardo da Vinci.

O lápis moderno apareceu no século XVI, depois da descoberta das primeiras jazidas de grafite na Inglaterra. No entanto, até hoje em inglês o lápis grafite é chamado de "lead pencil" que quer dizer lápis de chumbo, provavelmente por causa da influência da cultura greco-latina.

Inicialmente as barras de grafite eram cortadas em pedaços e embrulhadas em cordões ou em pele de ovelha. Depois o grafite passou a ser encaixilhado e colado dentro de pequenas ripas de madeira, cujo formato final era moldado manualmente. No século XVII carpinteiros da cidade alemã de Nuremberg começaram a produzir lápis, cujo monopólio foi desfeito no século seguinte por oficinas familiares como a de Kaspar Faber (1761), nome de fabricante de lápis que chegou até nossos dias.

Em 1795, o químico francês Nicholas Jacques Conté desenvolveu e patenteou o processo moderno de produção de lápis, misturando grafite em pó com argila que, depois de moldados eram endurecidos em alta temperatura, o que possibilitou o desenvolvimento de diversos graus de dureza do grafite. As inovações que se seguiram estão mais ligadas à industrialização da produção de lápis com a introdução de tornos e maquinários que aumentariam drasticamente a velocidade da produção e melhorariam a exatidão da forma (tubular ou hexagonal) e o acabamento.

Durante o século XIX e início do século XX, além do lápis grafite, os alunos usavam na escola lápis feitos de ardósia e de pedra-sabão bem macias para escrever em lousas de ardósia que tinham grau mais duro.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

A INVENÇÃO DA MAQUINA DE ESCREVER




Christopher Latham Sholes, inventor que deu início à indústria de máquinas de escrever. Sholes acreditava que sua invenção fora fundamental na emancipação feminina, pois possibilitou que a mulher ingressasse no mercado de trabalho dos escritórios.(Herkimer County Historical Society)
É difícil precisar quando a máquina de escrever foi "inventada"; e também é difícil precisar quando ela começou a ser fabricada.
A primeira patente para uma máquina de escrever foi concedida na Inglaterra para Henry Mills em 1713.
Não havia detalhes sobre a máquina em si ou sobre exemplares fabricados, portanto ainda paira a dúvida se a patente foi concedida realmente para uma máquina de escrever.
Segundo o historiador Michael Adler, a primeira máquina de escrever documentada foi fabricada por um nobre italiano chamado Pellegrino Turri por volta de 1808.
Ele fabricou um artefato para que uma amiga, cega, pudesse se corresponder com ele. A máquina em si já não existe, mas algumas das cartas sim.



Outras patentes importantes foram concedidas aos norte-americanos John Burt em 1829 e Charles Tubber em 1843, ao italiano Giusseppi Ravizza em 1855 e ao austríaco Peter Mitterhoffer em 1864.


 
Burt Typographer; a primeira máquina de escrever americana (London Science Museum, foto Bob Moran)

Mitterhoffer, toda feita em madeira (Dresden Technical University, Dresden, Alemanha)

Nessa época surgiram muitos inventores e protótipos, incluindo a máquina brasileira inventada pelo padre Francisco Azevedo em 1861.
Essa máquina foi apresentada na feira Internacional de Recife daquele ano e gerou muito interesse.
Infelizmente, nunca chegou a ser fabricada em série e o protótipo que aparece na ilustração foi destruído.

Maquina do Padre Azevedo (Escritório de Patentes do Brasil)
A primeira máquina realmente produzida em série e utilizada em diversos escritórios, foi sem dúvida a Skrivekugle, ou Malling Hansen.
Foi inventada e desenvolvida pelo Pastor Johan Rasmus Malling Hansen, da Dinamarca, diretor do Instituto Para Cegos e Surdos de Copenhagen.


Skrivekugle ou Malling Hansen.

Fabricada na Dinamarca em 1870, é a primeira máquina a ser produzida em série. Danmarks Tekniske Museum, foto Jan Slot-Carlsen
Em 1865 foi produzido o primeiro modelo, que se destacava por uma semi-esfera, onde as barras de tipo eram colocadas de forma radial, a tecla em uma ponta e o tipo na outra, todos convergindo para um único ponto onde ocorria a impressão.
A ação de imprimir era direta e livre, sem nenhuma das ligações e conexões que tanto atrapalharam as máquinas rivais.
Após diversos aprimoramentos, chegou-se ao modelo da ilustração acima; é uma máquina maravilhosa, precisa e infinitamente superior a muitas das máquinas que a sucederam.
Já naquela época apresentava uma série de características que só viriam surgir muito depois nas outras máquinas: retorno do carro automático, avanço de linha automático, barra de espaço e índice para parágrafos, campainha para sinalizar fim da linha, reversão da fita e escrita semi-visível, bastando levantar-se o carro.
Os tipos e símbolos eram esculpidos individualmente na extremidade das barras pelos artesãos da época.
Algumas centenas dessas fascinantes máquinas foram produzidas, e conhece-se aproximadamente 30 exemplares que sobreviveram, a maioria em museus. Estima-se que aproximadamente 6 ou 7 estejam em coleções particulares.
Se a Malling Hansen foi a primeira máquina a ser produzida em série, a Sholes & Glidden foi a máquina que deu início à indústria da máquina de escrever.


A história desta máquina inicia-se em 1868 quando Christopher Latham Sholes desenvolveu a idéia que serviu de fundamento à indústria de máquinas de escrever.
Trabalhando com um grupo de amigos em uma oficina primitiva em Milwaukee, nos EUA, Sholes criou, 5 anos mais tarde, uma máquina que foi apresentada aos famosos fabricantes de armas Remington & Sons, de Ilion, Nova York. Carlos Glidden era um associado de Sholes e detinha participação no empreendimento, e foi assim que teve seu nome associado à máquina Sholes & Glidden.
As primeiras máquinas começaram a ser fabricadas em 1874 pela Remington; tinham sua própria mesa e eram decoradas com motivos florais e detalhes dourados. Pareciam um pouco com as máquinas de costura da época, influência, sem dúvida, do departamento de máquinas de costura da Remington.
O objetivo da decoração era apresentar um produto com uma aparência agradável.
A Sholes & Glidden escrevia somente em maiúsculas, e as barras moviam-se de baixo para cima. Para ver o que estava sendo escrito, era necessário levantar o carro.
Uma curiosidade desta máquina: Sholes foi o responsável pelo teclado QWERTY.
O nome foi dado porque essa é a sequência das primeiras letras da fileira de cima do teclado. O teclado QWERTY continua presente até hoje nos teclados de computadores.

A razão para a escolha deste teclado é muito prosaica: dentro da máquina, as barras de tipo operavam muito perto umas das outras, podendo colidir e emperrar.
Para evitar ao máximo o problema, Sholes analisou as palavras mais utilizadas na língua inglesa e dispôs as barras dentro da máquina a fim de minimizar a probabilidade de colisão.
A Sholes & Glidden não foi um sucesso imediato; era cara e apresentava problemas; além do mais, era hábito da época que as cartas fossem escritas à mão.
Pouco a pouco, surgiram os primeiros operadores destas máquinas, mulheres principalmente. Foi assim que a máquina de escrever contribuiu enormemente para o ingresso das mulheres no ambiente de trabalho nos escritórios.
Aproximadamente 5.000 Sholes & Glidden foram fabricadas; o modelo inicial com flores e decorações foi substituído por um modelo preto com decoração mais sóbria.
Em 1878 a Remington lançou a Remington 2, com inúmeros aperfeiçoamentos, inclusive dotada de mecanismo que possibilitava datilografar maiúsculas e minúsculas.
A máquina era eficiente e durável e, após um início incerto, as vendas finalmente decolaram, atraindo então o interesse de outros fabricantes; a concorrência apareceu e a indústria de máquinas de escrever instalou-se.
Um aspecto fascinante do desenvolvimento das máquinas de escrever é o relacionado às patentes. Como os concorrentes não podiam infringir as patentes registradas, tinham de inventar características especiais para que fossem patenteadas.
Esse fato explica a enorme variedade de tipos de mecanismos das máquinas de escrever. É fascinante observar essa variedade e analisar essa evolução.
Tanto a Malling Hansen quanto a Sholes & Glidden são máquinas extremamente desejadas pelos colecionadores.


Cartão postal do início do século XX; a palavra typewriter, à época, significava tanto “máquina de escrever” como “datilógrafa”. O título, portanto, “Ocupado com uma typewriter”, é de duplo sentido e um exemplo do humor da época.

Fonte: wwww.maquinasdeescreverantigas.com.br


Mechanical Typographer, inventado por John Jones. (Milwaukee Public Museum)